O home office veio para ficar mas não acaba com escritórios.

O home office veio para ficar mas não acaba com escritórios.

O fato é que no começo da pandemia o que seria uma nova vida para empresas abandonando suas instalações, demonstrou estar longe da realidade e já é certo de que o home office não deve se perpetuar de forma integral para a grande maioria das empresas.

O impacto da pandemia e o volume de incertezas que ela trouxe, atingiu fortemente o entendimento do trabalho em escritórios e as relações que decorrem de seu uso diário, questões ligadas a produtividade, colaboração e integração entre os times, criaram discussões intermináveis sobre os modelos de trabalhos propostos inicialmente.

A vida profissional focada em telas com reuniões diárias a distância e sobretudo o que parecia ser a liberdade dos profissionais de suas mesas e cadeiras, remetidos para trabalhar em qualquer lugar do mundo tem se mostrado carente de uma revisão ampla, já que a presença no escritório, seja por apenas alguns dias da semana se mostra muito mais importante do que se imaginava. O home office, trabalho flexível ou hibrido se mostrou importante e até imprescindível para que a cultura da empresa e a integração entre as pessoas se perpetue.

O apelo do trabalho remoto já experimentado por empresas de tecnologia antes da pandemia propagou-se rapidamente quando a covid-19 exigiu, entretanto, a cultura destas empresas não acompanhou a decisão e hoje já reavaliam em como combinar o retorno ao escritório presencial com flexibilidade do trabalho remoto e isso parece ser o principal e bom desafio das organizações.

A lições positivas da pandemia para os escritórios é justamente saber usá-los de maneira flexível o que não significa abandonar os ambientes, mas reaprender a usar e humanizar espaços que sejam bem cuidados, a limpeza e a desinfecção de ambientes contribuem deixando os espaços seguros, permitindo que as pessoas tenham foco total nas suas atividades.

A flexibilidade de uso dos escritórios fornecerá momentos de construção de confiança e interação e empresas como Google, Facebook e IBM já pensam assim sobre o futuro dos escritórios.

Existe toda uma leitura corporal e uma codificação nas relações produtivas nesta flexibilidade das áreas de trabalho que não podem ser vistas no trabalho 100% remoto. Os layouts e forma de organizar os escritórios são o grande aprendizado do retorno. O trabalho levado para as casas não ficará lá para sempre, mas voltará em novo formato com novas interações.

A necessidade de estar junto, compartilhar e pertencer, construíram a sociedade moderna. Nas organizações empresariais está claro que esse afastamento é necessidade temporária. Se os formatos de trabalho e a tecnologia abriram várias portas para estas relações também é fato que as relações humanas desempenham papel importante dentro das organizações.


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